Corpo e Ação: Caminhos para uma descolonização corporal

Por meio de um encontro, com sequencias intensas, propomos uma revitalização corporal  rompendo com a representação estratificada  as  convenções teatrais, buscando a descolonização do corpo, com um olhar poético, interno e  real.  Através de exercícios exaustivos e profundos o corpo se prepara para uma abertura da percepção.

No seu movimento de aproximação entre a vida e arte, a performance resgata uma  prática radical,  em  que  se dá vazão a uma  criatividade pulsional e existencial que  transmuta os seus elementos de expressividade do aqui e agora da  vivencia e amplia  as  fronteiras  da investigação e da expressividades artística. Trabalhando as relações com o meio em que se vive, trabalhando a análise sócio-política, as relações pessoais, a exposição e a expurgação.

Com o objetivo de desmistificar o corpo elaboramos essa oficina.

Há tempos discussões como o nu em cena, o canto, o grito rodeia o artista, há uma mística que nos leva a discussões com opiniões que vão do oito ao oitenta. Mas e se talvez bastasse nos entender enquanto instrumento do próprio trabalho? E basta.

Basta localizar nossos padrões e decidir de qual nos livrar. É só romper a fronteira. Os limites entre teoria e pratica. Ultrapassar, transformar e transmutar, e assim expor!

Utilizando quebras entre tempo e espaço, ritmo e silencio, o participante se verá  em oscilação entre exaustão e estatificação, atingindo assim processos mais intensos de reflexão sobre comportamento, sociedade e política, afim de gerar uma forma mais extintiva de pensar. Desconectando o bloco mente-voz-corpo. Desfazendo o gênero homem-mulher. Ignorando os padrões gordo-magro-sexo-amor-morte. Transformando o corpo no principal instrumento de comunicação e reflexão. Corpo que diz(cute), seja pelos olhos, pela dança ou pela imagem.

A oficina esta divida em dois blocos que segmentam a abordagem e a prática.

 

Primeiro bloco

Trabalhos individuais de aquecimento.

Sequencia corporal intensa

Vivencia do etimólogo

Trabalho com objetos pessoais

Relaxamento

 

Segundo bloco

Alongamento em grupo

Exercício para concepção do material de exposição (alternando exaustão e pausas para escrita de textos, escolhas de objetos e partitura corporal)

Exposição do material

A oficina pode ser aplicada com carga-horária mínima de 8 horas/aula e máxima de 16 horas/aula. A ultima hora de oficina se da em caráter de exposição podendo ou não ser aberta ao publico.

Atividade direcionada estudantes de artes cênicas, atores e atrizes. 16 vagas.