Uma Carta Pra Ela

“Uma carta pra ela” performance desenvovilda pela atriz Michelle Maria, num rompante político-poético sobre corpos iguais que se amam.
À partir do recebimendo de uma carta a atriz criou uma estrutura narrativa com a artista convidada Tatiane Cola, na qual dois corpos acorrentados aos pés e carregando as próprias chaves penduradas no peito, de lados opostos no espaço narram a carta, provocando o público com olhares e quedas corporais ao longo do trajeto. Cabe ao público soltar os cadeados e libertar as duas.
”Uma carta pra ela” surge da inquietação da atriz ao ver corpos exclusivamente femininos expondo seus amores com dor, haja visto a sociedade erotizar, expor e controlar os mesmos. Caberia a mulher sempre carregar afetos reles? Caberia a arte expor apenas e tão somente essas dores, ou seria possível poéticamente expor esses corpos e trazê-los pra uma narrativa que pudesse tranformar a ótica com que a rua o enxerga?
Tais questões levaram as artistas a formatar o processo performártico que mais que uma cena é um grito-silencioso-poético sobre quais amores cabem aos corpos femininos nas ruas.

Duas mulheres caminham pela rua acorretadas aos pés entre quadas e carregando as chaves que abrem os próprios cadeados em seus pescoços. No trajeto narram a carta Devir, recebida pela atriz Michelle Maria. Na carta trechos poéticos de um econtro são descritos. ”… posso continuar te olhando, tenho mania de continuar quando gosto…” Provocações sobre o sentir entre duas são expostos ao longo dos passos. Quando elas enfim se encontram entragam suas chaves aos presentes, cabendo a eles abrirem suas correntes.
A perfomance atravéz desses pequenos pontos poéticos busca transpor os esteriótipos socias e das próprias artistas se deixando provocar a cada nova caminhada Devir.”…ontem, quase te liguei por três vezes, numa delas até cheguei a discar o número, desiti quando percebi que por telefone não se diz silêncio, quando nos vemos?…”

Gênero: Drama
Modalidade: Performance
Duração: 40 min
Classificação: 12 anos
Conteúdo livre para rua e espaço alternativo.

Texto original: Narany Mireia
Criação e direção: Michelle Maria e Tatiane Cola
Elenco: Michelle Maria e Tatiane Cola
Preparação Corporal: Michelle Maria
Figurinos: Michelle Maria
Produção executiva: Flávio Racy
Realização: Cia. A DitaCuja

– Estreia 30 de outubro de 2016 na TAZ, 30 Horas de Zona Autônoma Performática no calçadão de Ribeirão Preto
– 2016 Festival Nós por Nós, encontro de mulheres de Ribeirão Preto
– 2017 Mostra de Cinema da Mulher da Baciada de mulheres do Juquery Franco da Rocha